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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que é Soft Pointe?

Olhando de fora parece tudo igual, centin brilhante e fitas cor de rosa. Ahã. Mais não é. Imagine uma sapatilha que não é nem de ponta e nem de meia-ponta. Confuso? Essa ainda seria a melhor maneira de defini-lá.
A Soft Pointe (Ponta Suave em português) é uma sapatilha "preparadora dos pés". Digo, não tem a palmilha interna que proporciona o "subir" em pontas, por isso não pode ser usada como substituta da sapatilha de pontas tradicional. O uso desse acessório permite ao aluno que está se preparando para o trabalho técnico em pontas adquirir mais força nos pés antes de chegar à elas, principalmente no que se refere ao alongamento e contato com o chão. Geralmente é adotada por quem cursa o método Royal de balé no estágio Intermediário, sendo usada em aulas e exames.
No Brasil é fabricada e vendida pelas marcas Capézio e Só Dança, preços variam entre R$ 50 a R$ 65.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O que é Coque?

Aquele birote que as bailarinas usam com os cabelos presos atrás da cabeça. Mais que puxar o cabelo para trás e prender de qualquer jeito o coque diz muito sobre a bailarina e pra ela diz mais ainda.

Se no balé clássico o coque é indispensável em outras danças pode ser desastroso... como na Dança Contemporânea, onde há dezenas de rolamentos no chão ou na Dança do Ventre, que o cabelo solto faz parte do charme da dança. Mulheres que tem cabelo curto e os homens não precisam de coque. E se o cabelo for de comprimento médio fica quase impossível prender, nesse caso é possível fazer aulas com uma faixa de tecido elástico.


Formatos e variações: para quem não gosta ou não entende parecem todos iguais... eu sei, mas note as diferenças. Tem aquele simples, bem redondinho, talvez o mais comum e usado de todos os tipos. Alguns são feitos a partir de um rabo de cavalo outros de uma trança enrolada. As versões avançadas incluem o coque banana, o embutido, com efeito de fitas de cabelo sobrepostas, e a infinidade não pára por aí.

Mas porque a bailarina precisa fazer coque?
É a pergunta que não quer calar. O senso prático diz que franja ou fios de cabelo caindo no rosto da bailarina atrapalham (e muito!) a execução da maioria dos passos, como os cambrés, saltos, giros, diagonais e grandes deslocamentos.
O mesmo pode se dizer do ponto de vista do professor, ajuda a visualização dos movimentos, digo da cabeça, de ombros e colocação geral do corpo. Fora que nos dias de calor é refrescante para a bailarina estar com o pescoço arejado...
Fazer coque diariamente ensina disciplina, demonstra a importância de lidar com o corpo, com o tempo, consigo, com coordenação motora, aparência e com o ritual que envolve fazer balé. Aprende-se mais sobre acabamento, como finalizar algo e fazer bem feito. Coque torto, mal feito, caindo ou com fios saindo é sinal de total desleixo, consigo e com o que está sendo feito, a dança em si.
Para a bailarina é ainda mais que um penteado, fazer seu coque é um momento precioso de concentração consigo mesma antes de entrar na aula, ensaio ou apresentação. E como tudo no balé coque também depende de treinamento, quanto mais fazemos melhor o resultado. E só a prática traz o aprimoramento.

Como fazer: Para fazer balé o coque perfeito deve ser seguro e bem acabado, sem fios de cabelo saindo para fora dele ou qualquer chance de desmachar durante uma diagonal rápida. O objetivo é domar e ordenar os fios, aí inclúi tirar o volume da 'juba' e esconder a franja (se houver).
Resumindo, deixo uma lição simplificada, em 3 passos: (1) rabo de cavalo, (2) torcer o cabelo, (3) enrolar em volta do ponto central, ao fim desta última fase o coque é preso por rede com grampos e/ou fivelas.


Acessórios que um coque pode necessitar: elástico, rede, grampos, gel fixador, pente ou escova, fivelas (opcional). Na verdade mais qualidade ele terá quanto mais firme ficar e bem acabado.

Dicas:
• Faça o coque exatamente no meio da cabeça, nem tão baixo e nem no alto da cabeça.
• Puxe bem os fios no rabo de cavalo para não ficar parecendo uma Gueixa de coque fofo, menos volume é melhor!
• Atenção para os fios da nuca, elimine a ondulação de cabelos na região penteando bem de baixo para cima.
• Algumas escolas adotam fitas em volta do coque, para identificação do ano cursado, uma cor para cada um.
• Se você precisa de um coque duradouro, para aguentar um dia inteiro, faça com o cabelo molhado (com água) e depois passe uma boa camada de gel fixador.
• Use fivelas com moderação, se for se apresentar use apenas grampos.

• Para palco: use uma rede invisível ou compatível com sua cor de cabelo. Grampos idem.
• Corpo de baile: quem tem cabelo curto e vai se apresentar sabe da necessidade de uniformidade do grupo: o coque será obrigatório para todas. Por isso use um tufo de cabelo artificial da mesma cor do seu, para fazer um coque postiço. À venda em lojas de bijuterias ou na 25 de março em SP.
• Para fazer o coque romântico, que remete aos balés da primeira parte do século XIX (foto abaixo), é necessário dividir o cabelo em duas partes com uma risca no meio e manter parte das orelhas cobertas por cabelo.


Outras lições: versões em tutorias completos e com fotos, legenda em inglês. Os arquivos estão em PDF para baixar. Coque banana, coque banana com variação, coque clássico baixo.

Você tem alguma outra dica para compartilhar sobre coques que não aparece aqui? Deixe registrado aqui!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O que é Chinerina?

Um acessório feito de madeira e borracha desenvolvido para ajudar a alongar a frente do pé (peito do pé ou colo colo de pé). É usada por bailarinos no mundo todo, de ambos os sexos, e dizem que foi desenvolvida por Russos, nunca encontrei mais informação sobre sua origem.

Talvez mais do que em outras modalidades de dança no balé há grande preocupação com a força e o alongamento dos pés, pois não estão na dança apenas para suportarem o peso do corpo. Como extremidade das pernas, ter pés bem trabalhados e desenvolvidos, significam grande beleza formal e funcional, dando acabamento aos movimentos e poses e ajudando a desenhar linhas claras no espaço.

Como usar a Chinerina:

Passo 1- Encaixe a parte da frente da Chinerina embaixo de um móvel fixo (estante, piano, armário etc). Sinta se está firme a colocação, insira um dos pés.



Passo 2- Devagar vá alongando o joelho, a perna deve ficar alinhada em paralelo ao chão, o tanto quanto for possível.



Passo 3-
Permaneça por 1 minuto nesta posição. Repita com o outro pé. O tempo de permanência pode ser maior, porém esse aumento será gradual.



Passo 4- Alongue a cadeia posterior de cada perna após usar a Chinerina.
Alongar é obrigatório e ajuda a evitar futuras lesões.


Observação:
As instruções dadas aqui são básicas e genéricas, sendo assim é necessário que cada aluno/bailarino procure mais orientações com seu professor, que conhece seu corpo, sua trajetória na dança, possibilidades e limitações.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que é Linóleo?

Em dança, linóleo é o nome de um tipo de revestimento para piso impermeável levemente emborrachado. É encontrado em diversas gramaturas e cores, e dividido em tapetes, ou peças, com cerca de 1 metro de largura cada, colocadas lado a lado. Pode ser aplicado sobre o piso original de um ambiente, como num palco ou sala de aula. Sua versatilidade, está nessa colocação que pode ser definitiva ou não, como em um palco itinerante, pode ser levado e retirado após o espetáculo.

Onde estou pisando?

Para o praticante de dança, independente de ser profissional ou estudante, o tipo de piso nunca deve ser um problema, porém inflúi sim na prática de cada técnica.

Tradicionalmente as salas de aula/ensaios de balé tem piso de madeira assim como a maior parte dos palco dos teatros. É importante lembrar que o chão de madeira não pode ser encerado —, medida de segurança contra escorregões. A madeira é um material natural e nobre, que dá a medida exata do deslize necessário quando o pé passa pelo chão, para pontas exige um pouco de breu nas sapatilhas.

Já as salas revestidas com linóleo "seguram" um pouco o trabalho de meia ponta, onde o pé desliza menos devido ao atrito com o material, idem para dança contemporânea e contato-improvisação. Pelo mesmo motivo de "segurar" ele facilita durante as aulas de técnica em pontas, pois praticamente não exige o uso do breu.

Outro piso muito interessante para quem pratica dança é o piso flutuante. A olho nú parece madeira comum, porém foi desenvolvido para assegurar a isenção de impacto dos saltos dos bailarinos, contando com amortecedores intercalados entre bases de compensado de madeira.

Exemplos em imagens: linóleo branco colado com fita adevisa preta (abaixo) e sala com piso de madeira tradicional (mais embaixo).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O que é Breu?

Um pó branco-amarelado que as bailarinas usam nas sapatilhas de ponta para não escorregarem enquanto dançam. Na verdade é uma resina, produzida a partir de uma espécie de goma extraída do pinheiro. Fora seu uso na dança ele está presente como ingrediente na calafetação, spray de cabelo, arco de violino, tintas e alimentos.

Seu uso contínuo vai deixando o cetim da sapatilha encardido, mas garante sua segurança de ação em movimento num chão muito liso ou de madeira. Breu espalhado pelo chão de uma sala de aula faz o chão ficar grudento, por isso algumas escolas proíbem o uso de breu nas salas de aula, antes de usar pergunte ao seu professor.



Como usar o breu: Coloque uma pequena porção no chão, no canto da sala, para não se espalhar pelo centro, um pouco de breu já é o suficiente para várias bailarinas usarem. Esmage as pedrinhas de breu com a ponta da sapatilha até virar pó. Pise no breu esfarelado justamente nas áreas que você necessita de aderência —, no calcanhar ou metatarso por exemplo. Repita com o outro pé e vá dançar.

Onde comprar: Em lojas especializadas de artigos de dança/ballet ou lojas de produtos químicos. Guarde em embalagem fechada, saco plástico ou pote.