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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Roland Petit (1924-2011)

Deixo aqui uma pequena lembrança de sua obra como criador-coreógrafo, uma das patres de "Le Jeune Homme et la Mort" criado em 1946, que adoro. Estrelado por Zizi Jeanmaire, sua esposa e Rudolph Nureyev.


Para assistir a parte 2 desta obra, clique aqui.
Para ler mais sobre Roland Petit, aqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Parabéns pra elas!

Acabei de saber que duas de minhas alunas, a Andréa Roese e a Alyne Lynczuk (fotos abaixo) passaram em todas as provas para cursarem o curso técnico de Dança da ETEC/SP. Conseguiram suas vagas e na classificação geral, após a prova prática, ficaram respectivamente em 7º e 8º lugar.


Detalhe: a Andréa faz balé a menos de 1 ano, começou adulta aos 25 anos (com essa carinha!) e a Alyne atravessou diversos percalços para poder fazer aulas e começou pra valer aos 20 anos. O caminho não foi fácil mas o talento tem que ser reconhecido.

Estou em êxtase, não tá cabendo tanto orgulho no coração. Meninas amo vocês!

Sim queridas, vocês brilham e muito!!!

Parabéns e obrigada,
profa. Ana


P.S.: Sorry pela qualidade das imagens, não tenho fotos de vcs, precisei roubar do orkut.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

1 ano sem Merce...


Merce Cunningham (16 de Abril de 1919 – 26 de Julho de 2009)

O visionário que revolucionou a dança moderna.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pavlova, o verdadeiro clássico


Não é um ballet mas uma Pavlova, sobremesa que combina uma base circular de merengue coberta por creme batido e frutas da estação picadas, serve de 6 a 8 porções. Austrália e Nova Zelândia brigam entre si sobre qual nação inventou primeiro.
O nome e a criação são em homenagem a bailarina russa Anna Pavlova e surgiu após suas duas turnês nos países em questão, em 1926 e 1929.
Passando por diversas cidades e trazendo um repertório variado, o encantamento do público era tanto que rapidamente se tornou uma mania nacional, o ballet e a sobremesa.
Além de influenciar a gastronomia local, Anna deixou um legado por onde passou, principalmente na Austrália, onde o ballet se estabeleceu com força, se desenvolveu e anos depois foi dar origem ao Australian Ballet.
A sobremesa é popular desde sua criação e está no coração da cultura nacional. Proclamada como típica é fácil achar em restaurantes por lá e também é servida em festas.
Quem me contou tudo isso foi meu querido cunhado Neil, que é australiano, vive lá e faz Pavlova como ninguém.
Ele adiciona mais outras frutas no topo, banana e manga cortadas bem fininhas, além de uma fina núvem de raspas de chocolate meio amargo para decorar.
A combinação é perfeita, sútil e única, pois os sabores se complementam sem ficar enjoativo além de ser visualmente belo. Doce e cítrico, crocante e cremoso, orgânico e formal ao mesmo tempo. Uma delicadeza perfumada e leve, extremamente bem apropriada para homenagear uma bailarina diga-se de passagem.

Para saber mais sobre a trajetória de Anna tem um artigo aqui (em Português) e outro aqui (em Inglês) e a receita da sobremesa aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pina Bausch: Ver, Pensar e Sentir

Pina Bausch faleceu em 30/junho/2009, aos 68 anos de um câncer diagnosticado 5 dias antes. Bailarina, coreógrafa e diretora artística, para mim era uma artista estrategista na maneira de compor elementos e dirigir um espetáculo.
Lembrada por inventar o gênero "dança-teatro", misturou com ousadia e genialidade a voz (nunca usada pelos bailarinos até então), os gestos, as músicas e a cenografia com objetos cênicos, para falar com profundidade de tudo aquilo que só o teatro ou só a dança sozinhos não eram capazes.
Seu território poético passou pela crítica social, o existencialismo, regionalismo, povos e fronteiras, exploração, limites dos gêneros etc.

Enquanto a dança virtuose se esvai de conteúdo, Pina trás um prato cheio para quem assiste seus trabalhos: muita coisa para se ver, pensar e sentir.

Curiosidades:
- Este ano sua Cia. de dança, o Wuppertal Tanz Theatrer que Pina dirigia iria se apresentar no Brasil. Até o momento não se sabe se acontecerão os espetáculos ou não.
- Apesar da linguagem claramente contemporânea dos seus espetáculos, num documentário sobre o processo de criação seus bailarinos contam que diariamente pela manhã fazem uma aula de ballet clássico como aquecimento antes dos ensaios.
- Nem preciso mencionar como amo esse estilo de trabalho. Na faculdade me chamavam de 'PinaBrasileira' pois tenho um jeito parecido de compor, adoro incluir falas e relacionar a dança com objetos em cena. Se der tudo certo, no espetáculo anual da escola em que trabalho farei com minhas alunas uma composição em homenagem a ela.


Para assistir alguns trechos de trabalhos:


- MasurcaFogo



- CafeMuller