segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Como me tornei professora

Acreditem, hoje eu não consigo viver sem ensinar, parece que nasci fazendo isso, nasci pra isso, amo fazer isso, ver o aluno do zero construir a técnica, explicar, limpar, mostrar cada detalhe do esqueleto, do passo... Mas desde que comecei a aprender/praticar dança nunca havia me passado pela cabeça ser professora. Nunca, nunca, nunca.
Em julho de 2005, após terminar a faculdade, bateu uma "tristeza" que me fez repensar meu caminho, até então. Sim, era muito legal aprender dança, dançar, me apresentar etc, mas eu sempre quero ir além, isso é da minha natureza. Eu sentia um pulsar, que todo aquele saber deveria servir ao mundo, não só a mim, eu queria compartilhar.
Na época eu não sabia como começar, pois apesar de ter feito 3 estágios na área de dança, eu não enxergava o caminho ainda, queria fazer algo diferente, novo, e tinha alguns questionamentos sobre o mercado de trabalho. (assunto que aliás vou abordar  numa série de 5 posts em novembro).

A primeira questão era o espaço (onde). Na época eu morava numa casa de 2 quartos, não tive dúvidas, esvaziei completamente o maior deles, media 4,50m x 4,50m, e montei ali uma sala para dançar (tem um post aqui no blog falando sobre isso).
No início era usada só por mim, depois eu mais as amigas da dança, mais amigas, outras amigas, amigas das amigas, por fim foi o primeiro lugar que dei aulas de ballet, particulares na época, até 3 alunos por vez. Quando começou a crescer o número de alunos precisei leva-los para outras salas, maiores, assim fui dar aulas em estúdios de dança, daí vieram outras, mais outras, os convites, a minha escola etc.

Você ama fazer, e está tudo explicado!

Na fase de questionamento resolvi fazer um teste vocacional, por que não? Eu bem que poderia trabalhar em outra área que não seja dança. Fiz o teste, e não contei nada sobre minhas experiências profissionais anteriores para a psicóloga (marketing, criação e alimentação).
Na entrevista pra saber o "resultado" do teste a psicóloga começou a descrever minhas capacidades... "disciplina, organização, metodologia, técnica apurada, trabalho com habilidades, alta qualidade, estrutura, aprofundamento, ética, saber ouvir, pesquisar, ensinar, curar, criar, estudar"... Fiquei congelada ouvindo ela, e ela continuava, algumas das características ela enfatizava muito. Depois de ouvi-la por exatos 12 minutos eu tive que interrompê-la: "mas você quer dizer que eu deveria trabalhar como professora de ballet?".
Ela disse "SIM!"
Eu: hahahaha (risos), por fim contei pra ela que já estava ministrando aulas de Ballet.
Ela descreveu cada característica que um professor precisa ter! Choquei.
Então agora estava explicado porque eu estou tão afinada com a profissão, nada é por acaso. Coisas acontecem e às vezes não entendemos o porque, nos questionamos mas a vida aponta pra aquela "coisa".
Foi assim que a confirmação veio!

Eu ensinando. Algum aluno tirou essa foto mas não sei quem.

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